As "minhas" primeiro: minha esposa e minha mãe, minhas tias, primas, cunhada, "sobrinhas"!!!!
E todas as Mulheres do Mundo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 8 de março de 2011
O porquê do aumento do calor no Recife
Pode parecer óbvio, mas estudos como esse são cruciais. E o que faremos? Nada! É óbvio, também! Leiam:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/03/04/urbana2_0.asp .
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Sobre ser arquiteto e urbanista no Brasil
Nestes últimos dias, alguns alunos me inquiriram sobre o CAU e sobre a profissão do arquiteto e urbanista em nossas terras tupiniquins e eu, no meu proverbial radicalismo disse que a coisa vai de mal a pior, a despeito de um pretenso boom imobiliário e a uma situação econômica relativamente boa no país. O que acontece é que os arquitetos do Brasil sempre foram vistos e SE VEEM como inúteis ou supérfluos dentro da sociedade. A começar nas bancas acadêmicas, o aluno já se vê como um indivíduo meio "desconectado" da realidade ao estudar coisas como História da Arte ou mesmo fazer projetos mirabolantes em Disciplinas de Projeto ou Planejamento Arquitetônico. Devo dizer que meus colegas professores são culpados desse pensamento, pois incultem na mente dos alunos a ideia do conformismo e de que não adianta sonhar muito. A situação atual em termos de mercado de trabalho demonstra uma classe extremamente desunida e incapaz de entender que, cada vez mais, menos arquitetos são "utilizados" pela sociedade, garantindo o mercado para uma elite enquanto a imensa maioria "pena" em busca de um ou outro projeto, sempre mal remunerado porque o cliente é incapaz de diferenciar projeto de desenho. Enfim, estamos no pior dos mundos e digo: mai piorar porque nossa classe é incapaz de mudar isso!
Continuar é enxugar gelo!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Dias cinzentos em pleno verão
O que dizer dos últimos dias?
Dias trágicos,
Dias cinzentos,
Dias de dor
Em pleno verão
Onde a alegria deveria reinar
Onde o azul devia imperar
Reinam a dor
E a tristeza
Que nunca passarão...
Uma singela homenagem às vítimas das enchentes em todo o Brasil.
Dias trágicos,
Dias cinzentos,
Dias de dor
Em pleno verão
Onde a alegria deveria reinar
Onde o azul devia imperar
Reinam a dor
E a tristeza
Que nunca passarão...
Uma singela homenagem às vítimas das enchentes em todo o Brasil.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
O "trenzinho" de Olinda
Pernambuco, apesar de seu rico patrimônio natural e arquitetônico, tem sido vítima de ações extremamente equivocadas do ponto de vista turístico. A última dessas ações poderia ter causado uma grande catástrofe nesta última quarta-feira, 19.
Estou falando do "trenzinho" de Olinda, a pretensa solução para passeios no Sítio Histórico da referida cidade que, sem um planejamento correto teve início no sábado passado e tombou nesta quarta-feira ferindo turistas que buscavam usufruir das belezas da Cidade Alta de forma tranquila e "segura".
O que se viu neste acidente que poderia ter sido gravíssimo: despreparo, incompetência e imprudência de todos os lados (menos dos turistas, que nunca iriam pensar que estavam entrando em um veículo incapaz de vencer as ladeiras da cidade).
Quem disse que aquele veículo se prestava ao passeio?
Qual a potência do motor?
O motorista era habilitado? Ele teve um curso para exercer tal função?
O serviço voltará?
Vai haver mais segurança?
De minha parte, admito, não vou me arriscar! Prefiro andar a pé.
Estou falando do "trenzinho" de Olinda, a pretensa solução para passeios no Sítio Histórico da referida cidade que, sem um planejamento correto teve início no sábado passado e tombou nesta quarta-feira ferindo turistas que buscavam usufruir das belezas da Cidade Alta de forma tranquila e "segura".
O que se viu neste acidente que poderia ter sido gravíssimo: despreparo, incompetência e imprudência de todos os lados (menos dos turistas, que nunca iriam pensar que estavam entrando em um veículo incapaz de vencer as ladeiras da cidade).
Quem disse que aquele veículo se prestava ao passeio?
Qual a potência do motor?
O motorista era habilitado? Ele teve um curso para exercer tal função?
O serviço voltará?
Vai haver mais segurança?
De minha parte, admito, não vou me arriscar! Prefiro andar a pé.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Aos Pombinhos que querem fazer um ninho juntos!
Recomendo este site: http://www.pontoit.com.br/casamentos/ .
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Tirando uma dúvida
A pesquisa feita pela Coordenação do Curso de Arquitetura e Urbanismo - Esuda constatou que 82,10% dos alunos APROVAM André Lemoine.
Tem tudo a ver!!
Este texto me foi enviado por meu Amigo Fábio Carneiro da Cunha:
Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O Mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução."Antes de mais nada, mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar".É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua "responsabilidade social".Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:-Levante-se e saia da sala.-Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.-Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.
Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral. Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:-Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo.Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa. Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária. Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão.Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão.A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé.Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas.Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, em 14 de Novembro de 2001.
Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral. Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:-Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo.Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa. Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária. Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão.Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão.A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé.Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas.Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, em 14 de Novembro de 2001.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2011
Vou repensar este blog para o ano que vem; se o mantenho ou não, já que não surgiu muita empatia.
Na realidade, vou procurar outras atividades, de preferência aquelas que remunerem!
É torpe, mas é a vida!
Um feliz 2011 a todos!!!!!!!!
Na realidade, vou procurar outras atividades, de preferência aquelas que remunerem!
É torpe, mas é a vida!
Um feliz 2011 a todos!!!!!!!!
Chegou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU
Hoje foi publicada, no Diário Oficial da União, a Lei n. 12.378 que institui o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR.
Espero, sinceramente, que isso seja bom para a nossa profissão. O que sei é que o CAU já começa com a anuidade R$120,00 mais cara que o CREA e com as RRTs (substitutas das ARTs) custando R$60,00.
Espero também que os arquitetos e urbanistas sejam mais organizados e tenham mais espírito corporativo agora do que tiveram nos últimos "50 anos de luta pelo CAU"!
Espero, sinceramente, que isso seja bom para a nossa profissão. O que sei é que o CAU já começa com a anuidade R$120,00 mais cara que o CREA e com as RRTs (substitutas das ARTs) custando R$60,00.
Espero também que os arquitetos e urbanistas sejam mais organizados e tenham mais espírito corporativo agora do que tiveram nos últimos "50 anos de luta pelo CAU"!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Vem aí o "Instituto de Coisa Nenhuma"!
Lulinha está terminando o mandato e, para perpetuar sua "antice" como diria Mainardi, surge um último mimo para afagar o "eguinho" do quase ex-presidente: o Instituto Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo que se sabe até o momento, já foi oferecido um prédio de oito pavimentos para o tal "Instituto", onde serão guardados os milhares de presentes que Vossa Luleza ganhou ao longo dos últimos oitos anos, além dos livros que, claro, ele nunca leu (nem lerá!).
Num país onde Institutos de verdade vivem de pires na mão para sobreviver, tal iniciativa, como sempre, beira a infâmia!
Num país onde Institutos de verdade vivem de pires na mão para sobreviver, tal iniciativa, como sempre, beira a infâmia!
sábado, 20 de novembro de 2010
Homenagem ao Dia da Consciência Negra
Neste 20 de novembro, 315º aniversário da morte de Zumbi, vamos nos deleitar com um dos maiores poetas da nossa língua, João da Cruz e Sousa, mestre do Simbolismo que viveu a dura realidade de ser negro no século XIX: Broquéis http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/broqueis.html
sábado, 13 de novembro de 2010
Eu acredito no Amor!!!!
A declaração do liberto diz:
"Haverá além da noite silenciosa
Um dia eterno?
Será a morte uma porta
Que nos leva à luz?
Isso, nós jamais saberemos"
Se há dúvidas quanto ao depois, eu não tenho nenhuma quanto ao agora - Acredito que o Amor existe e que ele nunca morrerá!!!!
Lembrem-se de Renato de Souza Ferreira e de sua amada Daniela de Assis!!!
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/11/13/urbana18_0.asp
"Haverá além da noite silenciosa
Um dia eterno?
Será a morte uma porta
Que nos leva à luz?
Isso, nós jamais saberemos"
Se há dúvidas quanto ao depois, eu não tenho nenhuma quanto ao agora - Acredito que o Amor existe e que ele nunca morrerá!!!!
Lembrem-se de Renato de Souza Ferreira e de sua amada Daniela de Assis!!!
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/11/13/urbana18_0.asp
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
PASMADO: UM POVOADO ESQUECIDO

Pasmado é uma velha povoação, outr’ora aldeia de índios, duas léguas ao norte de Iguarassu, na estrada de Goiana. É célebre por seus ferreiros, ou mais especialmente, pelas facas de ponta que estes fabricam, as quais passam pelas melhores de Pernambuco, onde têm estendida e tradicional nomeada.
Franklin Távora in: O matuto, 1902.
Franklin Távora in: O matuto, 1902.
Ao pesquisar alguns mapas antigos de Pernambuco obtidos através do Arquivo Virtual de Cartografia Urbana Portuguesa, reunidos graças aos esforços do Professor Manuel Teixeira e sua equipe, deparei-me com um mapa intitulado “Estrada do Norte”, datado de 1876 e que, dividido, aparentemente em três partes (apenas duas estão disponíveis) mostrava a cidade de Olinda, a vila de Igarassu e todos os povoados e engenhos até a cidade de Goiana, traçado hoje mais ou menos seguido pela PE-15 e BR-101 norte. O que chamou atenção no mapa, foram as plantas de Olinda e Igarassu e dos povoados, em especial um, Pasmado, que durante os séculos XVIII e XIX parecia que iria se tornar um núcleo urbano de grande importância em Pernambuco, mas como tantos outros, sucumbiu a uma série de eventos nefastos ainda mal explicados e que envolvem a história social e urbana do nosso país.
O povoado de Pasmado teria surgido no início do século XVIII e, provavelmente a sua mais antiga referência seja encontrada na Nobiliarquia Pernambucana de Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca de 1748, onde se lê sobre um João César Falcão que “morava no Pasmado, onde morreu, há poucos anos em idade muito avultada”. Pereira da Costa, sem nenhuma indicação confiável, diz ter Pasmado se originado de uma aldeia indígena. O certo é que o povoado se encontrava à margem da estrada que demandava à então vila de Goiana. Em 1810, foi visitado por Henry Koster que a descreveu como tendo uma forma quadrada com uma grande praça onde se destacava a igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. O viajante inglês também salientou a principal atividade produtiva do lugar: a produção de excelentes facas de ponta, conhecidas como “pasmados”, tal a fama e qualidade das peças. Em seu romance O matuto, Franklin Távora compara Pasmado a uma filial dos domínios de Vulcano tal a quantidade de forjas que havia no local. Exageros à parte, a verdade é que as facas, extremamente famosas outrora, parecem ter desaparecido por completo nos dias de hoje, tal qual o lugar que lhes deu origem.
Ao longo do século XIX, as fontes disponíveis: Pereira da Costa, Costa Honorato e Fernandes da Gama dão conta dos altos e baixos do povoado até sua ruína final. É sabido que, em 1817 foi visitada pelo governador Luís do Rego que prometeu elevar Pasmado a freguesia, o que efetivamente o fez. Em 1821 passou a ter uma força policial e, em 1822 uma escola pública de instrução primária. Chegou a ter escolas particulares, feira de gado, sobrados e amplo comércio de facas, brides, fechaduras e tesouras. Sua decadência, no entanto, começaria a partir de 1837 com a extinção da freguesia e a divisão do seu território entre Igarassu, Goiana, Tejucupapo e Tracunhaém. Em 1846 a paróquia foi restaurada com sede em São Gonçalo de Itapissuma, até que foi definitivamente extinta em 1849. Pereira da Costa aponta “desavenças e intrigas com o dono das terras, o senhor do engenho Caga Fogo”, cujo nome não cita, como causas da “supressão da freguesia do Pasmado, seu abandono e decadência”.
O povoado ainda é citado por Costa Honorato em 1863; aparece no tal mapa de 1876, talvez sua única referência cartográfica e no Dicionário Corográfico de Vasconcelos Galvão em 1910. Pasmado desapareceu por completo nos primeiros anos do século XX, restando de pé apenas a capela de Nossa Senhora da Boa Viagem (hoje, monumento estadual tombado pela FUNDARPE), que por falta de uso, abandonada entre a estrada e o canavial, parece estar condenada ao mesmo fim do povoado.
O povoado de Pasmado teria surgido no início do século XVIII e, provavelmente a sua mais antiga referência seja encontrada na Nobiliarquia Pernambucana de Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca de 1748, onde se lê sobre um João César Falcão que “morava no Pasmado, onde morreu, há poucos anos em idade muito avultada”. Pereira da Costa, sem nenhuma indicação confiável, diz ter Pasmado se originado de uma aldeia indígena. O certo é que o povoado se encontrava à margem da estrada que demandava à então vila de Goiana. Em 1810, foi visitado por Henry Koster que a descreveu como tendo uma forma quadrada com uma grande praça onde se destacava a igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. O viajante inglês também salientou a principal atividade produtiva do lugar: a produção de excelentes facas de ponta, conhecidas como “pasmados”, tal a fama e qualidade das peças. Em seu romance O matuto, Franklin Távora compara Pasmado a uma filial dos domínios de Vulcano tal a quantidade de forjas que havia no local. Exageros à parte, a verdade é que as facas, extremamente famosas outrora, parecem ter desaparecido por completo nos dias de hoje, tal qual o lugar que lhes deu origem.
Ao longo do século XIX, as fontes disponíveis: Pereira da Costa, Costa Honorato e Fernandes da Gama dão conta dos altos e baixos do povoado até sua ruína final. É sabido que, em 1817 foi visitada pelo governador Luís do Rego que prometeu elevar Pasmado a freguesia, o que efetivamente o fez. Em 1821 passou a ter uma força policial e, em 1822 uma escola pública de instrução primária. Chegou a ter escolas particulares, feira de gado, sobrados e amplo comércio de facas, brides, fechaduras e tesouras. Sua decadência, no entanto, começaria a partir de 1837 com a extinção da freguesia e a divisão do seu território entre Igarassu, Goiana, Tejucupapo e Tracunhaém. Em 1846 a paróquia foi restaurada com sede em São Gonçalo de Itapissuma, até que foi definitivamente extinta em 1849. Pereira da Costa aponta “desavenças e intrigas com o dono das terras, o senhor do engenho Caga Fogo”, cujo nome não cita, como causas da “supressão da freguesia do Pasmado, seu abandono e decadência”.
O povoado ainda é citado por Costa Honorato em 1863; aparece no tal mapa de 1876, talvez sua única referência cartográfica e no Dicionário Corográfico de Vasconcelos Galvão em 1910. Pasmado desapareceu por completo nos primeiros anos do século XX, restando de pé apenas a capela de Nossa Senhora da Boa Viagem (hoje, monumento estadual tombado pela FUNDARPE), que por falta de uso, abandonada entre a estrada e o canavial, parece estar condenada ao mesmo fim do povoado.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Nova era (kkkkkkkkkkkkkkkkk)
Agora que Dilma Roussef foi eleita, teremos 100 anos de governo do PT. Será então que:
- Pernambuco será o estado mais importante da federação?
- A Refinaria ficará pronta?
- Teremos um estaleiro em cada município (inclusive em Afrânio)?
- A renda per capita do pernambucano subirá para R$10.000.00/mês?
- O real será a moeda mais valorizada do mundo?
-O eixo político-econômico do mundo será transferido para Lulândia (antigo Brasil)?
- Zeraremos o déficit habitacional, a miséria, o analfabetismo, a falta de saneamento básico, as queimadas na Amazônia?
Quem viver verá!... Ou não...
- Pernambuco será o estado mais importante da federação?
- A Refinaria ficará pronta?
- Teremos um estaleiro em cada município (inclusive em Afrânio)?
- A renda per capita do pernambucano subirá para R$10.000.00/mês?
- O real será a moeda mais valorizada do mundo?
-O eixo político-econômico do mundo será transferido para Lulândia (antigo Brasil)?
- Zeraremos o déficit habitacional, a miséria, o analfabetismo, a falta de saneamento básico, as queimadas na Amazônia?
Quem viver verá!... Ou não...
sábado, 30 de outubro de 2010
Sobre ter opiniões e sobre a "liberdade de expressão"
Confesso que tenho sido muito contido neste blog e, certamente, estou decepcionando muita gente, inclusive a mim mesmo! O problema é que, pelo menos aqui, na Província de Pernambuco, ou melhor, Capitania de Pernambuco, é muito difícil ter opiniões e não sofrer por elas - eu que o diga!
Ontem, fui abordado por algumas pessoas acerca da eleição de amanhã. Todos ficaram horrorizados com as minhas opiniões acerca do meu voto e sobre o governo que aí está. Ora, brasileiro não nasceu para ter opinião, nasceu para ser gado, medíocre, maria-vai-com as-outras, ficar quietinho no seu canto e não se manifestar, a não ser que seja em prol de quem manda: aí ele pode tudo, inclusive fechar as ruas e conturbar uma cidade que, para mim já é sinônimo de caos. Mas quando você começa a falar de fatos e dados e da velha e boa História que todos fazem questão de desconhecer/esquecer, aí você é um chato, um negativo e coisas deste tipo.
Não adianta, só não enxerga quem não quer: o país pensa que está bem, mas não está! Esta semana, o impostômetro atingiu a fantástica soma de UM TRILHÃO de reais (!!!!!!!!!!) em tributos e a pergunta que não quer calar é: onde está esse dinheiro? Em casas populares? Em saneamento básico? Em estradas? Em parques públicos arborizados dignos de serem usados pela população? Em ações sustentáveis? Na tão falada acessibilidade? Creio que não!!!
Procurem esse dinheiro nas propinas, nas cuecas, nas campanhas eleitoreiras, nas contas dos "marketeiros" e aí ele será encontrado!!!!
Ontem, fui abordado por algumas pessoas acerca da eleição de amanhã. Todos ficaram horrorizados com as minhas opiniões acerca do meu voto e sobre o governo que aí está. Ora, brasileiro não nasceu para ter opinião, nasceu para ser gado, medíocre, maria-vai-com as-outras, ficar quietinho no seu canto e não se manifestar, a não ser que seja em prol de quem manda: aí ele pode tudo, inclusive fechar as ruas e conturbar uma cidade que, para mim já é sinônimo de caos. Mas quando você começa a falar de fatos e dados e da velha e boa História que todos fazem questão de desconhecer/esquecer, aí você é um chato, um negativo e coisas deste tipo.
Não adianta, só não enxerga quem não quer: o país pensa que está bem, mas não está! Esta semana, o impostômetro atingiu a fantástica soma de UM TRILHÃO de reais (!!!!!!!!!!) em tributos e a pergunta que não quer calar é: onde está esse dinheiro? Em casas populares? Em saneamento básico? Em estradas? Em parques públicos arborizados dignos de serem usados pela população? Em ações sustentáveis? Na tão falada acessibilidade? Creio que não!!!
Procurem esse dinheiro nas propinas, nas cuecas, nas campanhas eleitoreiras, nas contas dos "marketeiros" e aí ele será encontrado!!!!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Os enganos do dia-a-dia
Assim como a juventude NÃO é uma banda nuna propaganda de refrigerante, sacolinha de pano não é sustentabilidade!!!! Pensem nisso!
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